Um clube com educação superior

@ JUDO Magazine | 30 de julho 2020 | Retoma nos clubes | JUDO CLUBE DE VIANA DO CASTELO

Nós perguntámos “Como se está a processar a retoma no JUVIANA?” e a resposta que nos chegou da Princesa do Lima foi “Nós somos solidários com aqueles que são profissionais e fizeram uma opção de vida no treino desportivo”. Foram estas as palavras de solidariedade, para com todos aqueles que estão a viver dificuldades, que o Judo Clube de Viana do Castelo nos brindou pela mão de Joaquim Guerreiro. Se um dia forem à romaria da Senhora da Agonia, se procurarem bem, nos cordões dourados das mordomas encontrarão ouro de solidariedade. São terras de judo e de coração. CR | JMagazine

  1. Esta fase da retoma vem no seguimento de atividades realizadas anteriormente cujo objetivo foi manter o contato com os atletas. No essencial que tipo de atividades foram realizadas nas fases anteriores?

JCVC – Pelo facto de este clube exercer a sua actividade em instalações da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, que faz parte do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, tivemos e temos de nos ajustar às suas directrizes e aos seus planos de contingência. Assim, e porque a Escola está fechada a actividades físicas, optámos por realizar actividades ao ar livre e em espaço aberto no Parque da Cidade. Logo a partir de abril, passámos a ter actividades de treino individual, com tarefas  determinadas, designadamente deslocações e  entradas com técnicas previamente escolhidas e com elásticos. Estes treinos individuais foram sendo partilhadas pelos atletas em vídeo.

Já em maio e até 15 de julho, fizemos treino ao ar livre, fundamentalmente com vista à condição física, numa primeira fase, exercícios de condição física, a que acrescentámos coordenação de gestos desportivos numa segunda fase. Na terceira e derradeira fase, exercícios de judo com bandas e elásticos.

  • Como foi comunicada e acertada a base de funcionamento deste ciclo da retoma, passando do judo em casa para uma presença no dojo (sobretudo aos pais dos mais jovens)?

JCVC – Decidiu este clube que as actividades a empreender nestas fases eram destinadas aos escalões de competição, Juvenis, Cadetes, Juniores, Seniores e Veteranos. A comunicação para treinar em conjunto, foi via redes sociais, SMS e WhatsApp. A participação foi razoável e a aceitação dos pais foi cautelosa, mas concordante. Os atletas ainda sentem falta do contacto e da “luta”, mas respeitam as regras existentes e que foram commumente aceites.

  • Como foi o reencontro, a chegada já equipados, a entrada no tapete…?

JCVC – Este clube ainda não treina no tapete.

  • Que tipo de atividades estão a ser desenvolvidas, para além de exercícios partilhados nos diversos clubes existem alguns que estejam a ser experimentados, de forma mais específica aí no clube?

JCVC – As actividades que empreendemos foram as que citámos na resposta ao ponto 1 e tiveram a importância de juntar o grupo, criar e manter rotinas, presença e espírito e coesão de grupo.

Assim, mantemos um grupo nas redes sociais a fim de partilhar informação, fazer formação e partilhar as muitas memórias dos muitos eventos participados em Portugal e fora dele, em torneios para que somos convidados, em Campeonatos Nacionais, Europeus e Mundiais em que estamos empenhados e na formação que é umdos nossos vértices estratégicos.

  • Os grupos que estão constituídos farão atividades só no dojo ou terão que realizar ouros exercícios no exterior?

JCVC -Neste momento encontramo-nos de férias e pensamos retomar em setembro, não descortinando ainda a forma como nos iremos organizar, face à decisão das entidades responsáveis. Uma coisa temos a certeza, a actividade física e a interacção grupal, irá continuar e estaremos devidamente preparados para a retoma total da actividade.

  • Como avalia esta situação? Dificuldades e potencialidades?

JCVC – A situação é inédita e peculiar daí as decisões tomadas não serem fundadas em conhecimento firmado, pelo que nos cria um estado de inquietação, de vulnerabilidade e até de injustiça que não nos dá a tranquilidade e a certeza do caminho que percorremos.

Assim, o estado das decisões actuais, permite-nos pensar que o Judo, assim como os desportos de combate, terão grandes dificuldades de retoma total, não obstante e embora a globalização seja um dos elementos críticos no desenvolvimento desta pandemia, terá a potencialidade de, mais facilmente e em menos tempo, contribuir para a sua cura pela criação de uma vacina.

Esperemos que a economia não soçobre e o mais rapidamente e em segurança se possa viver mais plenamente e melhor.

Mas este era o tempo de coesão e desenvolvimento interno, criando sinergias e fortalecimento relacional entre todos os agentes desportivos do Judo e repensá-lo estrategicamente no seu modelo de desenvolvimento, na sua organização, na sua representação e no seu campo de actuação. Já no plano externo era crucial criar rede de conhecimento nacional entre todos os desportos análogos ao Judo, promovendo uma agenda, roteiros e força de parceiro social.

O JUDO sobrevirá o nosso trabalho é pô-lo ao serviço das populações.

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