BRASIL| Bombeiros de judogi

24/07/2020. Coimbra, Portugal. Estágio internacional entre as seleções brasileira e portuguesa de judô.

@ JUDO Magazine | 3 de agosto 2020 | Em cooperação com a CBJ – Confederação Brasileira de Judo | © Foto: Alexandre Castello Branco/COB

Gradualmente a seleção brasileira recupera o ritmo de treino no tatami com atividades de segunda a sábado, em Coimbra.

Tudo tranquilo e o ar lá fora, apesar de quente, é empurrado por uma brisa discreta. Surpreendentemente toca uma sirene que grita urgência e pede ação. Rápidos e disciplinados os bombeiros tomam de assalto veículos de toda a espécie que arrancam sem aviso prévio alisando pneus já sofredores.

Ninguém sabe ao certo qual é o destino, mas é preciso avançar sem perder tempo. O objetivo é chegar a tempo e vencer mais uma batalha contra o fogo.

Preparados para o que der e vier

Ney Wilson, chefe da delegação brasileira, considera que esta é a situação da seleção de judo do Brasil. O grupo de trabalho não pode amolecer e deixar correr o marfim. Quando a sirene da FIJ – Federação Internacional de Judo soar, a famigerada Circular sobre o arranque do Circuito Mundial, todos têm que estar preparados ao mais alto nível. Quanto ela tocar, restarão apenas dois meses para a primeira prova internacional e nessa, como nas seguintes, a mira será Tóquio que já está na cabeça de todos sem exceção.

Alguns confessam que se fosse hoje os camiões vermelhos listados de amarelo arrancavam e eles ficavam em terra. Ainda não estão no nível que os embates futuros vão exigir. Mas desde que chegaram a Rio Maior e depois a Coimbra onde deram início à terceira semana de estágio muita coisa melhorou.

Ritmo e condição física

Como afirma a CBJ – Confederação Brasileira de Judo no Diário da Seleção as  atividades, coordenadas pelos técnicos Mario Tsutsui e Yuko Fujii, decorrem de segunda a sábado, em dois períodos, cada um deles com um enfoque específico, a retoma gradual do ritmo de treino por um lado e a condição física dos atletas, por outro.  

“A gente está com o objetivo de ir evoluindo pouco a pouco para conseguir chegar naquela performance boa. Foi engraçado que, no início do treino, quando a gente teve o primeiro contato no tatame, eu senti um pouco o tornozelo. Não foi entorse, nada assim. Foi fadiga só com o exercício de andar no tatame, de movimentação parada. Mas, agora, o corpo já está mais adaptado, a parte física melhorou e os golpes não estão saindo mais quadrados, já estão mais redondos”, considerou o peso meio-leve Daniel Cargnin a partir da experiência vivida. 

Preparação no rota dos Jogos

O objetivo da comissão técnica é nivelar as condições técnicas e físicas dos atletas durante esse período em Portugal para que, no final, todos estejam prontos para todo e qualquer opção que venha a ser assumida: ou a continuidade dos treinos ou o regresso às competições.

“Acho que esse período é uma construção da nossa caminhada até a Olimpíada. A gente está voltando agora, fazendo judô. No final, a gente já vai estar num ritmo bom, numa preparação mais forte para a volta das competições e dessa preparação toda até a Olimpíada”, projetou a atleta peso ligeiro Nathália Brígida (48kg).  

© Foto: Alexandre Castello Branco/COB | Fotos cedidas pela CBJ

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