INTERNACIONAL |Na minha quarta olimpíada quero coroar minha carreira com um bom resultado

JUDO Magazine | 14 outubro 2020 | Internacional |Éva Csernoviczki | ENTREVISTA à JUDO Magazine | Quando a FIJ – Federação Internacional de Judo confirmou o Grand Slam de Budapeste, por sinal com início já no próximo dia 23, procurámos obter informações sobre o estado do judo magiar. A campeã europeia e atleta olímpica Éva Csernoviczki, apesar da sua vida atarefada, arranjou tempo para responder às nossas perguntas e fornecer uma imagem completa da atual situação do judo na Hungria.

JUDO Magazine | JM – Em julho recomeçaram atividades de tapete, que atividades foram realizadas desde então no judo húngaro?

Éva Csernoviczki | EC -Em julho, tivemos o primeiro campo de treino em Tata. No fim de semana seguinte, eu e meu clube organizámos o primeiro seminário de judo em Tatabanya com os membros icónicos do judo húngaro, como Bertalan Hajtós e Miklós Ungvári, medalhados de prata olímpicos. A ideia surgiu-me porque nunca antes tivemos qualquer seminário para judocas na Hungria e eu acho que é muito importante partilhar os nossos conhecimentos com a geração mais jovem. No futuro, quando a situação do COVID na Hungria estiver melhor, iremos continuar com eventos como este e envolver outros grandes campeões que poderão mostrar as suas técnicas. No verão tivemos muita sorte porque o número de infectados era muito baixo no nosso país.

JM – Como é que se estão a preparar os atletas do projeto olímpico húngaro?

EC – Em outubro começaram as competições regionais e os campeonatos nacionais para sub-23, juniores e cadetes. Mas a situação complicou-se no outono. Com o início das aulas, o número de doentes aumentou muito e os clubes que estavam a funcionar nas escolas, a partir de 1º de outubro não puderam entrar no seu dojo, a lei impediu-os de o fazer. Quanto à seleção nacional foram organizados dois campos de treino e em ambos aconteceu que alguém ficou positivo para o vírus. No nosso clube podemos praticar e estamos motivados para finalmente termos competições no nosso calendário.

JM – Como é que a atividade nos clubes está a reiniciar?

EC – Temos um protocolo COVID estrito na Hungria, se alguém estiver com o vírus e tiver sintomas, é-lhe retirada a licença de competição e durante 6 semanas fica proibido de praticar. Após o primeiro teste negativo, tem que realizar um exame médico de coração e pulmões no Hospital para Atletas.

JM – Tóquio 2020, quais são suas expectativas para os Jogos Olímpicos de 2021?

EC – Estou animada para ter competição depois de 8 meses, a vida deve voltar ao normal e o judo deve recomeçar. Pessoalmente sinto falta de ir a um campo de treino internacional. Sei que muitos outros países e judocas têm a mesma situação. Eu tenho a vantagem de ser uma atleta experiente que sabe como voltar ao tapete em boa forma depois de um intervalo.
Tóquio será a minha quarta Olimpíada e quero coroar minha carreira com um bom resultado em 2021.

Éva Csernoviczki foi Campeã Europeia Senior em 2013 e 2014. Ganhou 11 medalhas europeias consecutivas e foi Campeã Europeia Sub23 em 2006 e 2008. A húngara conquistou o bronze mundial em 2011. Orientada por seu pai Csaba, de Tatabánya. Campeão da Europa Sub-23 em 2003. Sétimo no Campeonato Mundial de 2015. Ela terminou em 7ª nos Jogos Olímpicos do Rio e conquistou a medalha de bronze no Grande Prémio de Cancún e Tashkent em 2017. Conquistou também a prata no Grand Slam em Düsseldorf e no GP de Tashkent em 2018.

Fonte dos elementos estatística ©Judo Inside

Fotos cedidas por Eva C.

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