JUDO Magazine | 22 de outubro 2020 | INTERNACIONAL | Grand Slam de Budapeste | ENTREVISTA – LISA ALLAN da FIJ – Federação Internacional de Judo à JUDO Magazine| Sabemos que os corações estão a bater forte. Vem aí Budapeste. É já amanhã. Mas no judo não quer perder a cabeça e pretende jogar pelo seguro. Neste plano as preocupações e interrogações existentes tiveram uma resposta cabal e tranquilizadora de Lisa Allan, IJF- Competition Manager.

JUDO Magazine |JM – Cerca de 500 atletas estão inscritos no Grand Slam de Budapeste, é realmente prudente reunir tantas pessoas numa ocasião em que o judo não pode correr riscos para a sua imagem de desporto seguro?


Lisa ALLAN | LA – Para esta primeira prova após meses de inatividade no Circuito Mundial do Judo, foram tomadas todas as medidas necessárias para garantir a segurança de todos os participantes. Protocolos especiais existem para realizar um bom acolhimento a todos os atletas e aos outros participantes oficiais num ambiente seguro.

Por exemplo, são solicitados dois testes de PCR consecutivos antes de chegar ao país e assim que os participantes aterrarem em Budapeste, será solicitado um terceiro teste, seguido de um quarto para todos os competidores no dia da pesagem.

Criamos áreas protegidas e fechadas especiais e nenhum contato com o exterior será possível. Agora é hora de dar oportunidade aos nossos judocas de participarem numa prova e fazerem o que sabem fazer melhor.

O protocolo completo pode ser encontrado aqui.

JM – Os atletas que não estiverem a competir poderão estar na Arena e assistir aos combates de outras categorias de peso que não a sua?
LA – Há um número máximo de pessoas permitido ao mesmo tempo dentro do local, incluindo atletas, oficiais e funcionários. E essas regras serão respeitadas ao longo da competição.

JM – A Federação Portuguesa de Judo, nas provas que organizou neste período pandémico, estabeleceu que as medalhas no pódio são entregues pelos próprios atletas, entre si, a FIJ irá promover esta experiência em Budapeste?

LA – Um protocolo especial de distanciamento social será utilizado durante o evento.

JM – Depois de terem participado na competição na Hungria, os atletas e outros oficiais terão que fazer testes obrigatórios nos seus países para controlar qualquer contaminação que possa ter ocorrido?
LA – Esta é uma decisão que depende das diferentes políticas dos países de origem dos participantes. Em muitos países pelo mundo fora essa prática já está instalada.

E Lisa concluiu com Wish us luck! e nós assim o fazemos, que tudo corra pelo melhor. Budapeste, rien ne va plus, faites vos jeux!

Foto @ IJF

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