PRAGA 2020 |Três medalhas que valem ouro

JUDO MAGAZINE | 21 de novembro 2020 | Campeonato da Europa Seniores | Praga 2020

Apesar das máscaras presentes não terem qualquer relação com o Carnaval e do público ter sido simulado por um número escasso de atletas e de outros membros das comitivas dos 40 países participantes, houve festa em Praga.

Festa do judo, do ippon, da vitória e da derrota. Festa por ter sido possível, haver festa, ou seja, por ter sido viável confirmar o modelo de Budapeste e desta forma abrir portas a uma presença indiscutível do judo em Tóquio em julho de 2021.

Este quadro positivo e estimulante para todos os praticantes da modalidade assume-se também como um reforço para todos aqueles que sentem que o judo está a atravessar um momento difícil, nos clubes, nas escolas, nos espaços de treino, mas que há uma luz no fundo do túnel. Importa agora que não se cimente uma clivagem entre o alto rendimento, a competição de topo e a prática local onde não é possível promover uma galvanização com o mesmo sentido e o mesmo envolvimento dos praticantes.

As 3 medalhas conquistadas

As 3 medalhas conquistadas em Praga, por Telma Monteiro, Jorge Fonseca e Rochele Nunes assumem neste momento uma importância crucial. Foram medalhas suadas, de atletas que não desistem e que vão até ao fim no seu esforço e no seu empenho em conquistar os objetivos que definiram.

Telma teve que arriscar, Jorge teve que recuperar e Rochele teve que esperar. Todos agiram no momento com convicção. Não são medalhas do acaso, são triunfos sobre o contingencial das provas e dos combates.

Quanto à participação dos restantes atletas da seleção só quem conhece o pormenor dos objetivos estabelecidos por cada um para este Europeu pode fazer um balanço justo e útil para as caminhadas que se seguem rumo a Tóquio.

Apontamentos para reflexão

Dois apontamentos, no entanto, que poderão justificar alguma reflexão sobre o judo praticado:

  • ressalta, numa primeira análise, que tendencialmente os judocas portugueses (com exceção da Telma que demonstrou o contrário) não se envolvem no trabalho no chão e sistematicamente quando abordam essa fase do combate agem com uma eficácia reduzida;
  • as derrotas por acumulação de penalizações são naturais e fazem parte da tática e da condução do combate pelo competidor. Não parece no entanto razoável que cada atleta, depois da segunda, não altere a sua atuação competitiva e, podendo ser penalizado com a terceira, não arrisque de forma notória para evitar que aconteça o inevitável, a conclusão do combate em favor do seu adversário.

Da prova em Praga resultaram vários registos fotográficos que a União Europeia de Judo facultou aos Média e dessas fotografias deixamos aqui alguma memória com arrumação temática JUDO Magazine.

VOAR

PEGAR

DANÇAR

DIALOGAR

AGRADECER

REPRESENTAR

VITORIAR

SURPREENDER

FESTEJAR

Fotos © FIJ Carlos Ferreira e Gabi Juan

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *