O estranho hansoku-make com a dupla ucraniana

VETERANOS – Lisboa 2021 NOTAS DO PAVILHÃO Nº 1

Uma final entre ucranianos em -100kg. Kleshnia contra Ovcharenko. João Santos, Alexandre Vieira e António Boloto tinham ficado para trás. Nas bancadas o entusiasmo habitual dos ucranianos presentes no Pavilhão nº 1 do complexo desportivo universitário.

Uma final é sempre uma final. Mas entre atletas que se conhecem bem sabemos o que acontece e era o caso entre os ucranianos colocados frente-a-frente na disputa da medalha de ouro. Tudo muito equilibrado na fase do tempo regulamentar com um judo marcado pela força e alguma rigidez. Estamos em -100kg e nem todos os atletas com este peso têm uma flexibilidade de felino como Jorge Fonseca.

No Golden Score registou-se uma aceleração nas intenções mas o tempo ia passando sem resultados à vista. Estavam os dois opositores à bout de souffle ou seja com as reservas de energia a zero.Já quase nos 4 minutos do tempo extra um incidente no combate impõe, aos dois atletas, um recurso autorizado aos serviços médicos de apoio.

Os tratamentos prolongaram-se. O animador de serviço audio ofereceu ao público algumas músicas. As conversas prolongaram-se. Até que o inevitável regresso dos competidores ao centro do tapete aconteceu. Um segundo combate, depois do repouso, seria previsível. Mas ao invés de todas as expectativas o árbitro assinala um Hansoku-make, a desclassificação do atleta equipado de azul, Ovcharenko.

As regras no judo têm destas coisas. Se o atleta precisa de cuidados médicos esta matéria torna-se prioritária para a arbitragem, mas não deixa de ser controverso os atletas serem tratados, não para voltar a combater mas apenas para receber uma decisão da arbitragem.

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