Batismo, afirmação e confirmação

GRAND PRIX DE ALMADA | 28 de janeiro de 2022

Os dezassete em prova na jornada de ontem tinham um objetivo comum, afirmar o judo português numa competição internacional do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judo realizada em Portugal, mas os objetivos individuais eram naturalmente muito diferenciados. A primeira meta coletiva foi atingida com desempenhos globalmente positivos e os segundos foram melhores para uns do que para outros. Mas essa é a ordem natural das estreias nas quais a única certeza que se tem é que tudo pode acontecer.

Para Fausto de Carvalho, 9º DAN e Presidente da Comissão Nacional de Graduações, a avaliação espontânea que adiantou, de forma muito informal, foi que o Grand Prix estava a correr bem mas que os mais jovens precisariam de amadurecer. E essa sensação esteve presente em todos aqueles e aquelas que marcaram presença na primeira jornada de Almada.

Passar à segunda ronda

Passar à segunda ronda constituía naturalmente a meta dos participantes menos experientes da seleção nacional. No setor masculino este objetivo foi atingido por Kainan Pires que ultrapassou um atleta coreano no primeiro embate e foi travado pelo moldavo Vieru que é 2º do ranking mundial e que aspira à liderança da categoria de -66kg até ao final da época. Já Gonçalo Oliveira não só atingiu a primeira meta como fez um percurso de grande combatividade com vitórias sobre o seu primeiro adversário espanhol e sobre o estadunidense da segunda ronda, tendo perdido nos quartos-de-final com AN Baul, o olímpico coreano. No primeiro combate da repescagem perdeu com o japonês Fukuda.

Inquestionavelmente Gonçalo Oliveira foi a melhor desempenho português masculino e deve ser colocado na categoria da afirmação, sem qualquer margem para dúvida.

No caminho das medalhas

No setor feminino os desempenhos das atletas consagradas foram quase alucinantes, Catarina Costa, Telma Monteiro, Joana Diogo, Maria Siderot, todas no caminho das medalhas ficando um sabor amargo no resultado de Raquel Brito que perdeu contra a sua primeira adversária coreana OH Yoenju e que não conseguiu, a este nível, afirmar-se de forma categórica como o faz no escalão júnior, a nível europeu.

Catarina Costa imperial

Catarina Costa esteve no seu melhor e conquistou o ouro com um percurso irrepreensível, concluindo com perícia técnica, de-ashi-barai, sobre a sua adversária da final, Lee.

Telma Monteiro cedeu perante a sua adversária neerlandesa nos quartos-de-final e disputou com brio a medalha de bronze que conquistou contra a francesa Fawaz.

A disputa entre Joana Diogo e Maria Siderot, da medalha de bronze nos -52kg, garantia uma medalha para Portugal, mas soube um pouco a “injustiça” porque naturalmente uma confrontação deste tipo ser concretizada entre duas atletas da seleção, a primeira de Coimbra e a segunda de Lisboa, leva-nos a crer que as duas mereceriam o bronze neste Grand Prix.

Os resultados divulgados pela FIJ – Federação Internacional de Judo são os seguintes

Masculinos | -60kg e -66kg

Femininos | -48kg, -52kg e -57kg

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