Carolina e Raquel no meio da fanfarra nipónica

INTERNACIONAL | Málaga – Taça Europeia de Judo – Juniores

O Japão venceu e convenceu na prova deste fim-de-semana realizada em Málaga, uma etapa do European Tour Cup que reuniu juniores europeus mas também de outros continentes. Os nipónicos deixaram uma mensagem clara: temos a nossa sucessão, no topo do judo mundial, assegurada e as nossas segundas escolhas estão a rodar já a partir do escalão júnior.

DESTAQUE JM

SELEÇÃO JAPONESA – 10 MEDALHAS |1ª na classificação geral

Longe das 10 medalhas japonesas Portugal garantiu a 10ª posição na classificação final para a qual contribuíram de forma decisiva a prata de Carolina Paiva que venceu dois combates e perdeu um (a final) e Raquel Brito que obteve o mesmo score na sua categoria de peso de -48kg. Teresa Santos e Beatriz Moreira tendo perdido e vencido dois combates acabaram por terminar em quinto lugar, posição também conquistada por Fábia Conceição que venceu apenas um combate e perdeu dois. Por sua vez Margarida Brás atingiu o sétimo lugar com uma vitória e duas derrotas.

As atletas mulheres e raparigas pontuaram todas e contribuíram para a classificação final de Portugal, já os atletas homens e rapazes, apesar de alguns terem tido melhores desempenhos que as suas colegas, não puderam contribuir da mesma forma por terem quadros de classificação mais exigentes e com participações muito mais elevadas no percurso das eliminatórias.

Em -78kg duas portuguesas estiveram nas meias-finais e Carolina Paiva. que ultrapassou a sua opositora na disputa do acesso à final, foi vencida pela japonesa Ikeda que já tinha afastado Fábia Conceição nesta fase e empurrado a atleta do US Sintrense para a repescagem.

Raquel Brito, num percurso curto pois teve apenas que vencer o seu primeiro combate para chegar à meia-final, foi afastada do ouro ou da prata pela espanhola Gomez Antona que acabaria por vencer a prova num combate contra uma compatriota.

-60kg

Ricardo Pires, foi travado pelo georgiano Sardalashvili, atleta que viria e vencer a prova na sua categoria de peso, depois de ultrapassar o britânico Jamie Drew. Na repescagem Pires venceu o duelo ibérico com Prieto mas foi afastado do acesso às medalhas pelo germânico Boecker.

O japonês Tsujioka foi o único finalista da comitiva do país do Sol Levante que não venceu a sua final. O georgiano seu opositor foi mais forte e conquistou o ouro.

-63kg

Brernardo Tralhão foi afastado pelo belga Demets depois de vencer o seu primeiro combate contra o britânico Samuel Elliot e Miguel Gago, noutro quadro de apuramento, realizou um percurso vencedor até ser derrotado nos quartos-de-final por Kunze que seria finalista contra Fukuda e arrebataria a medalha de prata.

Na repescagem, a par de Nuno Martins, que também ultrapassou vários adversários, ficou a meio-caminho do acesso à disputa do bronze. Foram longe estes dois atletas por mérito próprio numa categoria de peso que foi particularmente competitiva.

-73 kg

Tomas Gomes ainda venceu um adversário na fase inicial, mas não conseguiu progredir na eliminatória. Saba Danelia não venceu o seu primeiro combate contra o suiço Ficher.

-81kg

João Alves e Diogo Rangel venceram um combate e o primeiro teve direito a uma segunda oportunidade na repescagem, mas acabou por ceder perante o seu adversário ucraniano. Esta categoria de peso foi dominada pelos atletas suiços sendo de registar a vitória na final do helvético Bonferroni sobre o nipónico Amano..

-100kg

Guilherme ultrapassou o primeiro adversário mas ao segundo embate perdeu. Na repescagem contra um adversário espanhol não conseguiu repetir a sua primeira vitória e foi afastado.

Carolina com grande resultado na prova feminina

-48kg

Raquel Brito demonstrou que o judo no chão, realizado com convicção e segurança, é uma excelente base para o judo em pé, ou seja permite zonas de risco que os inseguros ou inseguras no chão não exploram, para além de exercer uma pressão muito forte no adversário que se sente ameaçado.

A medalha de bronze de Raquel Brito tem um significado para ela própria mas também para os atletas da seleção que atuam num registo demasiado limitado. Um judo mais completo e com maior integração pé/solo/ pé é claramente mais eficaz.

-57kg

Teresa Santos esteve à beira do bronze, o seu afastamento da final pela japonesa Akari Omori surgiu como natural, mas a derrota contra a espanhola Konare Sissoko teve um sabor amargo já que durante todo o combate a atleta lusa deu indicações de poder vencer a sua opositora do país vizinho.

-78kg

Como foi referido, duas portuguesas na meia final representou um resultado já por si muito meritório. A medalha de prata de Carolina Paiva surge como uma brilhante compensação para as judocas da categoria de peso que no caso foram 3, Beatriz Moreira que se classificou em 5º lugar e Fábia Conceição que também falhou o pódio nesta prova por muito pouco.

.Fotos © Gabi Juan | UEJ

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