INTERNACIONAL | Open de Madrid, 11-12 junho 2022

Quatro atletas classificadas nos sete primeiros lugares, ou seja, nas posições que contam para o ranking da prova, todas elas da seleção feminina. Joana Diogo, Ana Agulhas, Raquel Brito e Joana Crisóstomo são as competidoras que marcaram posição no Open da capital do país vizinho, sendo de destacar a medalha de prata de Joana Diogo.

A atleta de Coimbra, que já nos habituou a boas prestações no plano internacional, reafirmou o seu estatuto europeu sendo uma das melhores atletas do Continente na sua categoria de peso (-52kg). Joana realizou um percurso muito seguro e cedeu apenas na final contra a endiabrada judoca espanhola Julia Figueroa.

Ana Agulhas, que terminou numa excelente quinta posição, quase que surpreendeu já que demonstrou ter capacidade para subir ao pódio. Venceu combates de rompante e deu provas de grande segurança e iniciativa competitiva. Raquel Brito e Joana Crisóstomo terminaram ambas em sétimo lugar em -48kg e -70kg respetivamente, deixando uma sensação de “saber a pouco” atendendo ao desempenho irregular das duas atletas na prova madrilena. Quando são fortes, são mesmo fortes, quando não o são tem-se a certeza que o serão de novo, brevemente.

Seguem aspetos peculiares ou insólitos da prova com a preciosa colaboração de Gabi Juan, um fotógrafo que revela uma sensibilidade muito especial para o judo como modalidade espetacular no plano competitivo e particularmente sensível no plano humano e desportivo.

O uniforme dos árbitros

Com uma temperatura de 38 graus e um calor no pavilhão acima do normal a Comissão de Arbitragem autorizou os árbitros a dispensarem o traje habitual que, como sabemos, é totalmente masculinizado e de um conservadorismo a toda a prova. Nem no Japão das empresas, onde as regras de apresentação profissional são muito rígidas a gravata e o fato completo são obrigatórios. Ou seja, um dia de semi-liberdade para os juízes internacionais da modalidade.

Voar como a passarola de Bartolomeu de Gusmão

Há voos que não se esquecem.

Música para uma concentração eficaz

Que músicas estarãoa passar nos auscultadores destes atletas? O que ouvem antes de competir?

Mão salvadora

Para a integridade física não é grande opção, para continuar a disputar o combate e evitar o pior (ippon) às vezes a mão salva a situação.

O pino e outras figuras geométricas

Não vale tudo, claro. O judo tem as suas regras, mas dos ataques e das iniciativas dos competidores resultam figuras no espaço e no tempo, inolvidáveis.

Para além da lesão, a tatuagem

As tatuagens dos atletas são meramente estéticas ou incorporam alguma crença ou sentido guerreiro que conhecemos das pinturas faciais dos povos indígenas africanos e das Américas?

O institucional e o sentido de organização

Organizadores, dirigentes, árbitros…voilá!

Fotos © Gabi Juan UEJ

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