Mesa da Assembleia Geral deseja ouvir os associados

publicado 24/08/2022

NOTÍCIAS | Tensões no judo olímpico e nacional | JM

Com as recentes iniciativas de Abel Louro, Presidente da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco, junto do IPDJ e do Comité Olímpico de Portugal denunciando irregularidades na situação atual do Presidente da Federação Portuguesa de Judo, abre-se uma nova frente nas tensões criadas no judo olímpico e nacional que, recordamos, surgiram com a Carta Aberta divulgada pelos sete atletas do projeto olímpico.

Jorge Fernandes, atual presidente da FPJ, surge agora associado a uma prática irregular relacionada com a acumulação de cargos e funções, quer por manter a presidência do Centro de Cultura e Desporto do Judo Clube de Coimbra, quer ainda por continuar a assegurar funções técnicas junto das camadas juvenis do mesmo clube coimbrão.

Perda de mandato depende da AG

A Secretaria de Estado da Juventude e Desporto foi rápida a clarificar que de “acordo com o mesmo Regime Jurídico, uma eventual declaração de perda de mandato é competência da Assembleia Geral da Federação em questão”. “É a este órgão interno, por via dos seus delegados, que cabe avaliar o comportamento e actuações dos titulares de órgãos federativos, agindo em conformidade com os seus estatutos e no âmbito de associação de direito privado”.

Com o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPJ, Carlos Andrade, de férias no Brasil falámos com a vice-presidente da MAG, Sandra Godinho que nos adiantou que neste período de repouso não é fácil acompanhar, em todos os pormenores, a situação criada. A treinadora de judo e atleta olímpica do Funchal aproveitou para clarificar que “até à presente data não foi rececionado qualquer pedido de convocatória de Assembleia Geral Extraordinária”.

MAG atenta irá reunir no final do mês

Assim que Carlos Andrade regressar do Brasil o órgão eleito irá debruçar-se sobre os elementos disponíveis e eventualmente tomará uma posição.

Entretanto Sandra Godinho insistiu no fato da MAG estar atenta e à escuta das várias opiniões e sensibilidades e que irá colher o máximo de informação possível para viabilizar, caso a questão se coloque, uma Assembleia Geral que esteja informada e em condições de debater os problemas existentes de forma responsável e construtiva.

Ouvir e organizar informação, parece ser a missão mais imediata da Mesa da Assembleia Geral da FPJ que irá desempenhar um papel central neste processo, caso a questão da perda de mandato do Presidente da FPJ venha a ser colocada em cima da mesa.

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