Uma Campeã da Europa finlandesa no Choupal

publicado 23 de setembro 2022 | JM ENTREVISTA

Pihla Solonen, finlandesa, atleta da AAC

O título europeu conquistado em Praga na categoria de peso de -52kg não foi por acaso. Pihla Solonen, júnior com 19 anos, é uma jovem atleta que procura a progressão sistemática e permanente. Com o seu pai, também seu treinador na Finlândia, decidiu vir viver para Portugal precisamente para dar novos passos na sua estruturação como atleta de alto rendimento. Nessa equação surge um nome determinante para as opções que os Solonen tomaram: João Neto.

O treinador da Associação Académica de Coimbra-Judo, também orientador de outros atletas da seleção nacional , nomeadamente Catarina Costa, surgiu aos olhos da jovem finlandesa como o técnico ideal para apoiar um amadurecimento que se tornou urgente face aos desafios que Pihla já está a enfrentar.

A pergunta inevitável surgiu logo no início da conversa. Porquê Portugal e de forma específica, como surgiu Coimbra como hipótese de cidade de acolhimento.

A razão principal é o judo, adiantou-nos Pihla. Eu vim durante a pandemia e participei nos estágios e nos treinos organizados em Coimbra. Era um dos poucos espaços europeus para treino e vim com a seleção da Finlândia tendo conhecido o João Neto. Gostei do estilo de judo que é um pouco diferente do meu. Mais tarde regressei com o meu pai que é o meu treinador na Finlândia. Trabalhámos no duro com o João Neto e regressámos mais três vezes. Depois disto admitimos que seria positivo eu vir para cá e assim foi decidido. 

Como vai ser a combinação dos estudos em Coimbra com a participação no judo competitivo ao mais alto nível?

Vou brevemente começar os meus estudos. Durante um ano vou aprender a língua portuguesa e posteriormente realizarei estudos de fisioterapia. Trata-se de uma especialização em campos da saúde e do desporto. 

Como surgiu a relação com o treinador da AAC?

O contacto com João Neto foi muito importante. Ele conseguiu elevar o meu nível de judo no plano competitivo num prazo muito curto. Estou convencida que ele ainda conseguirá elevar o nível atingido para um patamar superior. 

Tu apresentas um judo forte, potente mas também técnico, a prova são alguns ippons no Campeonato da Europa. Uma coisa é certa tens um grande domínio do contra-ataque, será que estas características se vão manter ou vais ajustar o teu estilo de judo?

Na participação em Praga houve um combate muito intenso que foi com a atleta espanhola Toro Soler. Foram mais de oito minutos. Preparei-me bem para a confrontar. Já tinha perdido com ela em Málaga. Mas houve aqui um contributo do João Neto. O contra-ataque final foi de fato muito oportuno. 

Quanto aos combates finais com duas francesas também não foi fácil. Para mim o estilo francês é particularmente complicado. Trabalhámos muito as pegas com João Neto. E resultou para adquirir ascendente sobre as adversárias.

Como vai ser a vida em Coimbra? 

Gosto muito de Coimbra. No segundo dia de cá estar comecei logo a pensar em vir para cá. Isto foi tudo muito rápido. Na AAC o clube é fantástico. Sinto-me membros da família.  

Quais são as provas e os desafios que se seguem depois de Praga?

O próximo desafio será o Campeonato Europeu sub23 em Sarajevo. Quanto aos Jogos Olímpicos de Paris 2024 vou participar no meu primeiro Grand Slam do World Tour da IJF e conto participar no Grand Prix de Portugal.  

Paris é um foco, mas ainda sou muito jovem. Vou dar o meu melhor e isso é que é importante. 

Sobre a língua portuguesa como é que te tens desenrrascado?

Consigo entender algumas palavras mas preciso de traduções. Quanto a amigos todos são meus amigos e é um prazer estar cá num grande clube que é a Académica,

Fotos © de Pihla Solonen

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