publicado 9 de outubro 2022 | JM

Timo coloca Portugal no pódio do Mundial de Tashkent

Chorámos contigo. O contágio foi absoluto e a alegria no tapete de Tashkent atingiu milhares de judocas em Portugal. Uma vitória da maturidade sobre a agressividade e dinâmica combativa da jovem romena de 20 anos, Ivanesco, que também pretendia o terceiro lugar depois de um percurso repleto de sucessos, muitas vezes surpreendentes. Com o bronze de Tashkent Bárbara Timo surge aos olhos de todos como uma das maiores judocas mundiais da atualidade.

Bárbara veio de longe. Nas eliminatórias ultrapassou sucessivamente a sérvia Obradovic, a eslovena Leski, a neerlandesa Van de Berg e. nos quartos-de-final, a polaca Szimanska. Na meia-final, contra a futura campeã do mundo a japonsea Horikawa, cedeu primeiro um wazari (1.49s) e de seguida ao minutos 1.59 um ippon que a remeteu para a disputa do 3º lugar.

O abraço emocionante entre Bárbara Timo e de Ana Hormigo, depois do combate ter terminado, pareceu dizer-nos, em voz baixa, conseguimos! No fundo nesta conquista do bronze pela atleta do Benfica, emerge uma mensagem de um coletivo que luta e treina para objetivos ao mais alto nível do judo mundial. Nem sempre corre tudo bem para todos, mas uma coisa é certa, no lote dos atletas de topo do judo nacional há sempre que contar com vitórias, para muitos tidas por impossíveis ou mesmo fora do alcance.

O trabalho de Timo esteve à vista. Secundarizou no seu judo ofensivo os makikomis, que apresentavam resultados irregulares e proporcionavam situações facilitadoras de contra-ataques. Armou-se agora de uma forte combinação a partir do seio-nage, com uchi-gari e ko-uchi-gari como técnicas de inversão de direção. Bárbara está mais forte porque o seu judo está também melhor e a sua preparação mais adequada a uma postura no combate que é sempre em crescendo.

Chorámos, sim, contigo, porque um bronze no Mundial não é todos os dias.

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