Sintrense contesta isenção da arbitragem na final do Nacional de Equipas juniores

18 de outubro, 2022

Comissão de arbitragem reafirma que as regras foram respeitadas

A análise exaustiva e pormenorizada dos dois combates que se seguiram aos 2-0 que o Sintrense conseguiu impor ao Sporting Clube de Portugal na fase inicial da final do Nacional de Equipas juniores, competição realizada no Pinhal Novo no fim-de-semana passado, levou o clube de Sintra a afirmar “enquanto não conseguiram empatar o confronto, não descansaram”.

Os dados técnicos das situações consideradas críticas são de um domínio específico das regras de arbitragem que só os entendidos poderão interpretar e avaliar. São várias as referências que justificariam, no entendimento do treinador do Sport União Sintrense Renato Santos Kobayashi, um olhar de relojoeiro sobre os momentos críticos dos combates que envolveram Tomás Gomes e Saba Danelia cujo desfecho foi uma derrota por expulsão que resultou da acumulação de penalizações (shido).

Deveriam admitir os erros cometidos

Esta é a opinião de Renato Santos Kobayashi que considera que o Sintrense foi prejudicado mas também tem consciência que os árbitros estão cansados depois de 10-12 horas de arbitragem quase sem parar.

“A avaliação do árbitro central, Nuno Carvalho, dos Açores foi correta na atribuição do wazari a Tomás Gomes, ponto de vantagem que colocaria o Sintrense no caminho do título mas, refere Renato Santos Kobayashi, a anulação que a mesa de arbitragem de juízes decidiu ao invés do central, terá sido um erro inadmissível.

A partir dessa decisão e com os shidos a servirem de mecanismo de regulação para um desfecho final a favor do adversário, terá havido um processo de influência que terá prejudicado o Sintrense. No combate no qual o atleta de origem georgeana Saba Danelia foi o protagonista central, o mecanismo das penalizações terá funcionado da mesma forma até à expulsão e perda do combate pela Equipa do SUS.

As regras foram todos cumpridas

Já Carlos Duarte da Comissão Nacional de Arbitragem, que em conjunto com outros seus colegas coordenou a arbitragem da prova, afirma que os juízes cumpriram a sua obrigação de esclarecer as dúvidas através da visualização do vídeo e até de terem consultado a Comissão de Arbitragem para um parecer final. “Foi uma decisão pacífica e julgo mesmo que no final do combate o vídeo foi também visualizado pelo treinador do SUS que não pareceu discordar na ocasião. Penso que terá sido sobre a situação do wazari, espero não estar a equivocar-me. Mas não houve matéria para protestos” esclareceu Carlos Duarte.

A situação de injustiça terá tido outros ingredientes na ótica do Sintrense, como a ausência de verificação das dimensões regulamentares dos judogis antes dos combates e a até a utilização de áreas de competição desadequadas para provas de juniores que deveriam ter competido em tapetes de 8mX8m, o que não foi o caso.

A responsabilidade é dos atletas e dos clubes

Nesta matéria Carlos Duarte clarifica mais uma vez que não é obrigação dos organizadores das provas procederem a essa verificação “Quem deve cuidar da conformidade dos judogis ás dimensões regulamentares são os clubes, os atletas e os treinadores. Apresentar-se com um judogi não-regulamentar é um risco para quem o faz. O árbitro se observar situações desse tipo deve penalizar o atleta em falta que perde automaticamente o combate. Aliás nós interviemos junto de alguns atletas que apresentaram na área de aquecimento judogis com algumas deficiências e sugerimos que os trocassem. Mas a decisão é sempre do atleta que sobe ao tapete e que o deve fazer em boas condições respeitando os adversários” esclareceu o membro da Comissão nacional de Arbitragem da região de Leiria.

Nacionais de Equipas Juniores | Outubro 2022 | Pinhal Novo

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