Masters da IJF numa localização controversa

Cinco atletas lusos participam na derradeira prova do calendário internacional

Não lembrava ao diabo realizar uma prova do circuito internacional da Federação Internacional de Judo em Jerusalém. O Grand Slam de Telavive já constitui para muitos uma valorização excessiva de Israel no World Tour, desta forma a localização do Masters de 2022 na cidade “anexada e ocupada” surge como uma espécie de deliberação política da IJF sobre a controvérsia que está associada à cidade mais retalhada e mais militarizada do Médio Oriente.

Não se trata da ocupação dos cruzados quando tomaram Jerusalém em 1099 e massacraram a maior parte dos habitantes muçulmanos nem da venda pelos cristãos invasores dos judeus nas praças de escravos para a Europa e para o Egito, trata-se de relembrar que existem deliberações das Nações Unidas sobre a ocupação de Jerusalém Oriental e sobre a dita Lei de Jerusalém que pretende impor ao mundo a cidade de “todas as religiões abraâmicas” como capital de Israel. A recente iniciativa de Donald Trump, ainda Presidente dos EUA, de lhe reconhecer o estatuto de capital á revelia da comunidade internacional deu novo élan aos governantes israelitas para “marketizarem Jerusalém” como cidade normalizada e pacificada. A realização de uma prova desportiva com esta dimensão global, como é caso do Masters, em Jerusalém, nesta ocasião muito peculiar das relações internacionais, não deixa de ser particularmente duvidosa.

Pelos vistos para os dirigentes do Judo Internacional esta matéria não deve perturbar as suas estadias nos hotéis de luxo onde se alojam e realizam os preliminares da competição. O alojamento selecionado para o Masters integra esse lote especial de estadias luxuosas e como todos sabemos, não há almoços grátis.

Sorteio para os 5 atletas portugueses

O primeiro adversário de Rodrigo Lopes, em -60 kg será o atleta turco YILDIZ SALIH que venceu a Taça da Europa de Juniores em Bucareste em 2021 assim como o Open Europeu de Riccione em 2022.

Catarina Costa, em -48 kg, tem um combate contra Blandine Pont uma atleta gaulesa que a judoca portuguesa já enfrentou, nomeadamente na disputa da medalha de bronze do Torneio de Paris no ano passado.

Joana Diogo terá uma americana pela frente em -52 kg, Patrícia Sampaio (-78 kg) a coreana Lee que conquistou a medalha de bronze em Almada no Grand Prix e Rochele Nunes (+78 kg) ficou isenta de participar na primeira eliminatória.

Rodrigo e Catarina serão os primeiros a entrar no tatami

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