30/05/2024

POSTAIS DE ALMADA – As pequenas histórias (4)

As participações numa prova são de natureza muito diferente

A jornada de uma prova desportiva, no caso o judo, vive-se de forma muito diferenciada por quem nela participa. E são, também, as pequenas histórias que fazem os acontecimentos. Eis algumas situações, apresentadas em formato principalmente fotográfico, que forneceram um pouco de sal e pimenta ao nacional de equipas cadetes realizado em Almada no passado dia 5 de fevereiro.

A incansável cronometrista

Grupo familiar do Pinhal Novo

Estávamos a fotografar, à procura de grandes planos a partir das bancadas. As primeiras palavras surgiram, na minha retaguarda, quase como um eco distante. Rapidamente tornaram-se audíveis e até perceptíveis. Era como um desafio que passava pela resposta à interpelação “Afinal tudo é importante para ser fotografado menos a melhor cronometrista da prova”. E foi num ápice que o grupo do Pinhal Novo se juntou à volta da nossa “star” de circunstância. Na verdade é justo dar destaque a quem de forma voluntária tanto trabalha e se aplica nestes dias de grande azáfama coletiva para realizar uma grande prova nacional.

Joana de gabardine

Estamos habituados a vê-la de judogi, branco ou azul, em provas de topo internacional. Com a sua postura serena, mas também combativa. Observar uma atleta do Alto Rendimento, como a Joana Diogo, a desempenhar funções de árbitra já é em si uma curiosidade. Quando registámos a sua consulta no telemóvel, nos momentos de pausa da arbitragem, admitimos que estivesse a pesquisar sobre a evolução do Grand Slam de Paris. Uma coisa é certa a gabardine que usava atribuía-lhe um “ar parisiense”. Coincidências?

A relação pedagógica da árbitra

Paula Saldanha é hoje uma referência central da arbitragem nacional. Ocupa também uma posição de topo a nível internacional. Excluir uma atleta cadete por castigo máximo obriga a uma interação pedagógica com a infratora. São momentos para os quais se exige um grande controlo emocional e um forte sentido não-punitivo. O que importa é que a quente se tirem lições do ato técnico e do olhar relativo com que olhamos a justiça e a punição. Orientar para a aprendizagem, eis o desfio destas situações.

Daler o revira-voltas

A disputa do bronze estava ao rubro entre a Associação 4Judo Project e o Judo Clube Portimão. Muita emoção com os primeiros combates. Vitórias e derrotas foram surgindo até ao combate dos -81kg que opunha um atleta da 4judo cinto preto a um opositor de Portimão, cinto laranja, que aliás vinha substituir o titular que se lesionou nos individuais.

O combate teve os seus preliminares habituais e logo na fase inicial o atleta de Aveiro pontuou wazari com alguma facilidade. Para os observadores era uma questão de tempo para que o combate terminasse com alguma rapidez. Mas não. Aconteceu o inverso. Na reta final do combate Daler Abrazov, atleta portimonense, foi buscar energias não se sabe bem onde e conseguiu projetar o seu adversário e vencer por ippon. Uma reviravolta que marcou a disputa entre os clubes de Aveiro e do Algarve e que terá sido decisiva na conquista do bronze pelos judocas do Barlavento.

Tiago o super rápido

Numa final (SCP – SUS) tudo pode acontecer. A concentração é grande. A vontade de vencer ainda maior. E tudo acontece muito rápido. Mas Tiago Coutinho foi de facto super rápido e projetou o seu adversário nos primeiros segundos do combate.

A beleza do pódio da diversidade

Imagens finais de um pódio recheado de sorrisos e de entusiasmo que os jovens judocas transformam em esperança para a modalidade.

REPORTAGEM JUDO MAGAZINE EM ALMADA | fotos©JM

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