Federação suíça confirma a situação das irmãs Carraça e contraria versões de conveniência

Que consequências terá a violação dos regulamentos? Esta é a pergunta que se coloca

A Federação Suíça de Judo & Ju-Jitsu confirmou à JudoMagazine em termos claros e categóricos a situação das atletas suíças e portuguesas, Celina e Maria Carraça .

Claro como água

Dominique Hischier, Chef du Sport de Performance da Federação Suíça de Judo confirmou à JudoMagazine que “Maria Carraça e Celina Carraça moram na Suíça, treinam num centro de treino regional da Federação Suíça de Judo & Ju Jitsu e estão registradas na Judobase pela Suíça”.

“Maria e Celina combateram em Portugal numa iniciativa que é meramente pessoal e consequentemente não irei tecer comentários sobre essa situação” adiantou o responsável federativo helvético.

Pelos vistos o que está em causa não é apenas o registo na base de dados da IJF, mas antes o facto das duas atletas terem representado o seu país, a Suíça, na Taça Europeia de Cadetes realizada em Estrasburgo nos dias 23 e 24 de abril de 2022 (há pouco mais de nove meses).

Estrasburgo

Em Estrasburgo Maria Carraça (SUI), em -44 kg, perdeu o primeiro combate das eliminatórias contra Clara Mermet (FRA) por ippon e Celina Carraça (SUI) teve por opositora Pia Urban (GER) que venceu a luso-helvética pela pontuação máxima. Nesta prova Portugal esteve representado por 7 atletas (Daniel Viegas, Gonçalo Lampreia, Gonçalo Lourenço, Henrique Ferreira, Inês Faria, Maria Silveira e Adriana Torres).

Os dirigentes suíços aperceberam-se da delicadeza da situação e o próprio Alexis Landais, responsável pelas provas helvéticas, adiantou que seria melhor não adiantar mais nada à afirmação categórica já produzida sobre o registo das atletas nos organismos desportivos internacionais pela SuÍça.

Fácil será perceber que o judo nacional ficará no mínimo mal visto, no contexto institucional europeu, quando se propõe levar atletas de outros países, em sua representação, a participarem em provas internacionais violando no caso regras elementares de bom relacionamento entre países no plano desportivo.

Compreende-se a reserva e a forma sensível como os dirigentes helvéticos estão a tratar esta “ofensa”, não desejando certamente ampliar em termos públicos o incidente diplomático. Depreende-se facilmente que a presença simultânea em Estrasburgo de atletas lusos e suíços não permite quaisquer dúvidas sobre o conhecimento do estatuto e do pleno e muito recente envolvimento das duas irmãs Carraça na seleção suíça de judo.

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