Numa jornada complicada para a arbitragem, Catarina Costa e Maria Siderot envolvidas na onda

A desclassificação como castigo máximo – hansoku-make – esteve presente em Tashkent de forma particularmente expressiva ao ponto de terem surgido várias situações que suscitaram controvérsia e naturalmente muitos protestos, com destaque para alguns combates decisivos na disputa do bronze.

Não foi o caso de Catarina Costa que acabou por perder na final frente à atleta sérvia Andrea Stojadinov numa reviravolta espetacular a alguns segundos do termo regulamentar do combate, com Catarina Costa então a dominar por waza-ri. A projeção que permitiu à atleta dos Balcãs igualar o marcador foi alvo de uma análise minuciosa por parte da mesa de arbitragem já que se suspeitava de um Seoi-nage invertido. Na verdade houve dois tempos na execução e o derradeiro não se enquadra na proibição que a IJF introduziu nas regras de arbitragem para o ciclo olímpico 2020-2024. Catarina foi penalizada no Golden Score com um terceiro shido atendendo à ineficácia dos seus ataques baixos através dos quais se protegeu sempre das iniciativas da sua opositora.

Stojadinov que teve hoje a sua primeira presença numa final de um Grand Slam é claramente uma atleta em ascensão na categoria de peso de -48kg.

Stojadinov (SBR) e Catarina Costa | Maria Siderot e Pupp (HUN)

Maria Siderot viveu hoje certamente a situação mais inesperada de que se recorde das participações em provas internacionais. Depois das pegas iniciais, no combate de disputa do bronze contra a atleta húngara Pupp, atacou e foi desclassificada. Soit disant a sua cabeça, no ato da projeção, terá sido a primeira a tocar o tapete antes de qualquer outra do seu corpo. Pupp nem queria acreditar e durante uns segundos parecia que não estava a entender uma vitória para a qual nem um ataque teria realizado. Uma medalha de bronze que lhe caiu do céu com Maria Siderot a viver um momento de grande perplexidade.

Joana Diogo, que fora afastada dos quartos-de-final por Pupp, no primeiro combate da repescagem cedeu perante uma atleta espanhola muito combativa, Ana Perez Box, que acabou por arrebatar a medalha de bronze.

Catarina no topo e Maria Siderot quase lá, um bom balanço de primeira jornada.

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