30/05/2024

Uma relação emancipatória treinador-atleta no judo de formação

O treinador deve aprender com o atleta, ouvir e partilhar experiências

Ana Luísa Oliveira, treinadora de judo, professora de atividades físicas desportistas e fisiologista do exercício reflete sobre a relação treinador-atleta numa abordagem sintética, mas muito desafiadora. Para além de mobilizar algumas referências pedagógicas centrais a técnica sintrense arrisca algumas pistas para os seus pares, em lógica de recomendação.

“Os pequenos judocas são pessoas com sentimentos e uma voz a crescer”

Ser treinador é ser alguém que possui uma formação contínua de conhecimentos e vivências capaz de transmitir e receber informações para obter o sucesso dos seus atletas. É ser um indivíduo responsável pelo desenvolvimento motor, cognitivo, físico, psicológico e pessoal dos seus atletas.

Já ser se atleta é um pouco diferente, pois é ser alguém que escolheu uma determinada modalidade para a qual possui objetivos, dentro dos quais pode estar, o alto rendimento, o lazer e a saúde e para mim o mais importante a socialização.

A relação entre o treinador e o atleta pode e deve ser emancipatória (sem opressões), isto é, o treinador deve estar presente na vida do atleta (vida escolar e familiar), deve ouvir também as suas experiências, deve aprender a partir do mesmo, saber aquilo que o atleta gosta e o que não gosta, conhecê-lo enquanto pessoa no fundo , porque os pequenos judocas são pessoas com sentimentos e uma voz a crescer, onde o nosso papel é ensinar judo, mas também deixar valores.

Ana Luísa Oliveira está ligada a projetos de desenvolvimento de judo no concelho de Sintra

Em suma, e dirigindo a palavra a todos aqueles que me lêem, sejam ouvintes dos vossos alunos, sejam educadores, sejam um exemplo para os vossos atletas, não usem só a boca para dar ordens e comandar as aulas, falem com cabeça e coração, fiquem receptivos a novas aprendizagens que poderão ser úteis em contexto de aula. Sejam seres humanos, brinquem, sorriam e riam com as crianças e adolescentes.

Ana Luísa Oliveira

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