Patricia Sampaio na quinta posição e Jorge Fonseca foi afastado antes dos quartos-de-final

A medalha de ouro conquistada por Rochele Nunes na categoria de peso mais elevada da vertente feminina do Grand Slam de Abu Dhabi foi o momento alto para a comitiva lusa que esteve presente na capital dos Emiratos Árabes Unidos. Foi uma forte compensação para uma participação globalmente positiva que contou com a conquista de três quintos lugares.

Rochele Nunes venceu a sua adversária russa de 22 anos na meia-final

Rochele surpreendeu pela confiança e pela segurança face às suas adversárias ao longo de todo o percurso que realizou até à final. Na meia-final com Startseva (AIN), uma atleta que poderíamos classificar de “gigante”, a atleta do Benfica manteve sempre a iniciativa e o controlo do combate e a sua opositora acabou por perder por acumulação de penalizações, por não conseguir atacar. Na final contra a atleta azeri Kamila Berlikash Rochele Nunes repetiu a dose e desta feita conseguiu mesmo projetar e imobilizar a sua adversária, também candidata ao ouro.

Os festejos entre a campeã de Abu Dhabi e a sua treinadora, Ana Hormigo, no final do combate decisivo, revelam a alegria muito intensa de quem construiu uma grande cumplicidade no trabalho de preparação. Conseguimos, parecem querer dizer com o brilhozinho nos olhos!

O controlo da perna direita de Patrícia Sampaio, com a perna esquerda, permitiu um domínio absoluto da situação por parte de Bellandi (ITA).

O trabalho de Bellandi

Patrícia esteve bem, com elevada combatividade e com um domínio inequívoco dos combates até à meia-final. Mas Bellandi (ITA) não deu margem para o judo dinâmico e nervoso da atleta lusa. Controlou bem as incursões de Sampaio na fase inicial e no solo deu uma lição de trabalho técnico de Ne-Waza. Como se tivesse organizado uma tenaz à volta do corpo de Patrícia controlou de forma magistral a perna direita da sua opositora e virou-a num movimento poderoso para a imobilizar. Bellandi viria a impor-se a Posvite (FRA) na final e arrecadou a medalha de ouro.

Na disputa do bronze, o duelo com Wagner (GER), teve desta vez um desfecho a favor da alemã cujo judo lateralizado dificulta imenso as entradas de Patrícia Sampaio que precisa de espaço e élan para aplicar as suas técnicas de projeção mais eficazes.

Patrícia Sampaio (acima) e Posvite (abaixo)

Fotos IJF © Sabau Gabriela

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