21/05/2024

Federação informa mas não esclarece

FPJ recebeu diversas missivas a pedir esclarecimentos sobre o wild card

Sérgio Pina divulgou um comunicado mas não respondeu às questões colocadas sobre o cumprimento, ou não, dos regulamentos.

Matsuru Cup foi disputada em Eindhoven

O presidente da FPJ tornou pública uma posição sobre os Wild Cards que foram utilizados por duas atletas que amanhã irão participar no Campeonato AS de Cadetes em Almada sem no entanto esclarecer as duas questões que estão a ser colocadas nomeadamente pelas associações distritais:

  • Os wild cards concedidos respeitam as condições estabelecidas no Regulamento sim ou não?
  • O assunto foi tratado à revelia da associação distrital a que o clube em causa pertence , sim ou não?

Assim, a posição enunciada no comunicado surge como omissa às questões concretas que se colocam [as atletas são da seleção nacional?, a participação na prova internacional foi por convocatória de algum treinador nacional, como tem sido hábito?]mas, não deixa de emitir um posicionamento justificativo para a sua própria atuação que se situa mais no campo da gestão de riscos e não tanto terreno regulamentar.

A argumentação apresentada surge como especulativa e subjetiva pouco usual em organismos com funções de regulação e de supervisão de uma modalidade desportiva. Quando se afirma “se fossem do seu conhecimento em agosto de 2023, certamente não teriam levado à inscrição, compra de viagens, pagamento de avião e reservas de hotel -despesas não reembolsáveis – para participar na prova internacional” está-se a especular sobre comportamentos ou decisões no campo de hipotéticas intenções.

Ora a obrigação de participação na prova zonal é uma constante, essa sim dos regulamentos, que todos os treinadores assumem como óbvia. O contrário é que é bizarro e não poderá ser classificada como “cenário de exceção”.

O comunicado da FPJ adianta que procura esclarecer “para não alimentar rumores que não correspondem minimamente à realidade”. Pelo contrário, tudo indica que o que o comunicado provoca é exatamente o inverso daquilo que afirma pretender. Não sendo informada a comunidade do judo sobre as “missivas”, sobre as suas origens, sobre os seus argumentos e sobre os pedidos de esclarecimento formulados, só pode resultar deste ausência de transparência institucional um reforço da desconfiança naqueles que em vez de esclarecer procuram colocar a cabeça debaixo da areia.

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