16/06/2024

ALMA JUDOCA – Daniel Ribeiro, fotógrafo de profissão, partilha o seu olhar peculiar sobre uma prova à qual não faltaram emoções

Daniel pousou o seu equipamento fotográfico, de forma discreta, junto dos sacos dos jovens atletas do 4JudoProject repletos de judogis azuis e brancos, cintos, garrafas de água e muitos outros apetrechos próprios de quem vai competir.

Na bancada onde se instalaram atletas, familiares, amigos e treinadores, vive-se o ambiente tenso da fase que antecede o arranque da jornada. Daniel que costuma acompanhar a sua filha aos treinos e que recentemente iniciou ele próprio a prática da modalidade, desta vez, quer fotografar. Quer conhecer as emoções dos combates numa relação de maior proximidade.

Daniel Ribeiro, um fotógrafo comprometido com o judo

A sua objetiva dedicou-se a acompanhar ao longo dos anos basquetebol, remo e muitas outras situações como eventos e acontecimentos que ocorrem em todo o território nacional. Almada e o Nacional de Cadetes como cenário de fundo inspiram-no e desafiam o seu olhar de fotógrafo, de pai de judoca e de praticante recém-chegado.

E é através da sua lente e das imagens que produziu que vamos contar um pouco, sim apenas um pouco e nada mais, a história de Almada, que no fundo é a soma de muitas histórias que por lá ocorreram num fim-de-semana repleto de bom judo e de emoções.

Chegar e dar os primeiros passos

Os primeiros momentos, aqueles que no fundo podem ser assumidos como preliminares, são por vezes os mais difíceis. É preciso estar concentrado, não perder o foco e entrar rapidamente no tapete. Às tantas os rituais como a saudação também são parte integrante deste processo contraditório de impulso competitivo e de controlo de nervos e ansiedade.

Agora estamos sós, mas ao mesmo tempo acompanhados

Trata-se de um momento solitário. De revisão da carga de auto-confiança e de recuperação de forma sintética das decisões tomadas sobre a forma de encarar o combate. Naquele momento tudo acontece rapidamente.

Atacar é preciso!

Os ataques constituem, de alguma forma, o indicador mais sólido do estado de espírito do atleta. Só alguns dos que são executados num combate têm o sucesso desejado, mas tudo indica, de uma forma geral (isto quer dizer que nem sempre é uma afirmação verdadeira) que se não houver tentativas de ataque dificilmente haverá vitórias.

No chão é decisivo ter um plano e aplicá-lo

O risco do árbitro parar o combate no chão, dentro das regras estabelecidas, é muito elevado, Certamente mais elevado que no combate em pé. Assim não pode haver hesitações ou parar para refletir sobre o que fazer. É preciso ter um plano previamente estabelecido e executá-lo, quase de olhos fechados.

O voo como arte

São vários os ingredientes que provocam situações de autênticos voos no judo, como se o atleta projectado nunca mais fosse aterrar. Voos que resultam da combinação de fatores como o desequilíbrio, a oportunidade, a técnica, a força, a potência, a velocidade, entre outros.

Pas-de-deux, o judo em ritmo de ballet

Não é só a elegância. Trata-se de uma combinação de várias dinâmicas que transformam força em suavidade.

FOTOGRAFIAS DE DANIEL RIBEIRO – estudiod – VISITAR INSTAGRAM | @estudiod e www.estudiod.pt

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