21/05/2024

ALMA JUDOCA – Tenho o sonho de arbitrar uma Olimpíada por Portugal

Quis dar a outros jovens a mesma oportunidade que tive

Luciana Souza, árbitra internacional

Luciana Souza atravessou o Atlântico, como ela nos relata na sua história de praticante, competidora e árbitra de judo, Agora dedica-se á arbitragem, com muita paixão e dedicação. E tem objetivos audazes para a arbitragem nos próximos anos. O que nos emociona, para além do Atlântico, esse lençol gigante de água que nos une e nos separa do Brasil, é por um lado a família judoca da Luciana e também essa vocação social de trabalhar voluntariamente com os jovens adolescentes. Assim vale a pena e podemos sem hesitar anunciar HAJIME!

Do Rio de Janeiro para Palmela

A minha família e eu (esposo e 3 filhos) atravessámos o Atlântico, para viver em Portugal, provenientes do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil

Sou Árbitra Continental de judo desde 20 de março de 2016, data na qual me tornei a primeira mulher a alcançar o patamar internacional no Estado do Rio de Janeiro.

Sou Cinto negro 3°Dan, professora de Educação física e fui coordenadora de um projeto de inclusão social de judo no Brasil, com mais de 100 crianças e adolescentes.

Chegar a Portugal e abraçar o judo

Ao chegar a Portugal, em 28 de janeiro de 2019, registei-me na Associação Distrital de Judo de Setúbal, onde faço parte da Comissão Associativa de Arbitragem. Tenho também participo no Projeto de Desenvolvimento de Judo da Câmara Municipal de Palmela. Atuo na arbitragem da Federação Portuguesa de Judo e já arbitrei provas como: CN de Juvenis, Cadetes, Juniores, Sénior e Coimbra Cadet European Cup 2023.

A paixão pelo judo começou há 28 anos atrás e o amor pela arbitragem começou ainda enquanto competidora, quando parei de competir pude me dedicar totalmente a arbitragem subindo degrau por degrau até chegar árbitra continental. Desenvolvi um projeto social com a finalidade de fazer um judo inclusivo. Vim de um projeto social e sabia como isso seria importante; quis dar a outros jovens a mesma oportunidade que tive.

Filhos fazem judo (praticamente) desde que nasceram

A família toda de judoca, o marido cinto negro 3°Dan, os filhos fazem judo praticamente deste que nasceram. No casal de gémeos com 16 anos, o rapaz quer começar a competir e a de 11 já participa nas provas infantis. A menina já disse que vai ser árbitra como a mãe,

O judo é um ensinamento de vida maravilhoso, aprendi a cair, levantar e continuar a esforçar-me cada vez mais para melhorar sempre. O judo ensina-nos a respeitar o próximo, a ter disciplina e persistência, para sempre procurar obter o melhor resultado.

São lições que levo para minha vida e que passo para meus filhos.

Ao longo da carreira de árbitra participei em eventos internacionais tais como:

  • • Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro
  • • Mundial de Judô em 2007 (interprete /inglês)
  • • Grand Slam de Judô (2009, 2010 e 2011) com a participação de 42 países (intérprete/ inglês).
  • • Campeonato Mundial Militar (2011)
  • • Campeonato Mundial de Judô Rio 2013.
  • • Open Santiago 2016 – Chile (árbitra)
  • • Open San Salvador de Judô 2016 – El Salvador (árbitra)
  • • Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (NTO / National Technical Officer)
  • • Open Santiago 2017 – Chile (Árbitra)

Agora aguardo o exame da FIJ (Federação internacional de Judo) para alcançar o último degrau da arbitragem, árbitra Internacional. Tenho o sonho de arbitrar uma Olimpíada por Portugal.

Em janeiro de 2024 faço 5 anos que vivo em Portugal e poderei solicitar minha nacionalidade portuguesa.

A minha família e eu amamos esse belo país.

Luciana Souza 

ALMA JUDOCA | Histórias de vida de judocas nas quais a alma do judo transparece e a OUTRA História do judo, o judo das pessoas, vai ganhando corpo.

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